Porra! Os fotões são tímidos e valorizam o movimento em onda!
Este é o seu modo “normal” de comportamento. Mas assim que “nós” os observamos, com se não soubéssemos desse seu comportamento, passam a agir como um feixe! (não é um peixe, han! mas é melhor confundirem com um peixe do que com um facho, palavra que também pode significar feixe, mas não quis utilizar, pois se for para ficarem baralhados, mais vale que seja com um peixe…)
Pode isto dever-se à “insustentável leveza”, ainda que relativa, que os caracteriza, mas não deixa de nos complicar as coisas, este seu embaraço em relação a como gostam de se mover.
Ora vejamos, se não podemos observar nem a matéria nem a energia sem “estarmos lá” e sem que elas “dêem” por isso e, com isso, alterarem o seu comportamento, como poderemos alguma vez saber alguma coisa? Han!?
Tudo se torna mais complicado ao sabermos que um objecto, quando não o observamos, está, ao mesmo tempo e sem se dividir, em todos os “sítios” possíveis de ocupar por ele (digo no universo!); mas, assim que o observamos, vê-mo-lo, exclusivamente, no “sítio” com maior probabilidade de estar! Ou seja, no sítio onde esperamos que esteja, salvo raras excepções que gostamos de chamar sobrenaturais (mas não são, caros amigos da “nova era”…).
Mas que maior probabilidade é essa, num âmbito (ou universo) infinito?
Digo-vos eu: essa maior probabilidade chama-se, no vulgo, CERTEZA!
É a nossa certeza, ou fé, se quiserem, no comportamento que nos rodeia que não nos deixa observar as coisas e o “mundo” como realmente são, ou, pelo menos, podem ser.
Então, das duas uma:
1ª. Ou levamos a sério o “querer e saber as coisas” e controlamos, pela vontade, todos os fenómenos da natureza (o que é fácil: bastará acreditar no que se quer que aconteça e ser bastante insistente).
ou
2ª. Anulamos a expectativa, ou seja, a certeza inconsciente de como tudo age e, partindo dum vazio sem qualquer intenção, observamos o “Todo” no seu esplendor incompreensível. (Aqui até pode parecer que estou a ser metafísico, mas não… isto continua a ser da mais séria Física actual!)
O melhor de tudo é que, como é fácil de concluir, isto funciona de forma separada para “cada um” (mas não inconsequente para um “todo”), havendo, assim, todas as histórias possíveis ao mesmo tempo!
Uau!
(nota: quando digo “cada um”, serve para todos os sistemas, sub e sob atómicos, ou seja, para cada pessoa, cada fotão, cada galáxia e cada universo, só para dar exemplos dentro de uma infinidade indizível).
Dr. Psylocebe Higgs
(físico teórico e cosmonaufrago na galáxia Centauros A)