… e vocês aí
o sangue já não cabe
gargalhada azeda
círculos argolas
a dimensão extra do tubo
mãos nas fontes
o sangue já não cabe
e o horizonte arde no álcool
da língua que se apronta
ata ata ata ata os dias
lambe as mãos se têm exterior
madre pérola do meu fulgor
vulva aberta e escarlate
venha toda a terra
que o tempo já fugiu
canto agora o desamparo
para dentro da garrafa vazia
e a solidão é uma mão cheia
que me afaga a barriga
