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	<title>a pedra</title>
	<link>http://apedra.blogsome.com</link>
	<description>sobre esta pedra...</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:22:53 +0000</pubDate>
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		<title>paredes (no verão)</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>lugar(es) tempo</category>
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		<description><![CDATA[	alugamos os diasa um tempo ausentee diante dos olhos fixosardem osgas translúcidasnas paredes fugidas
	pela nesga da portapassa um mundodistante como um insectoque se irá esborracharem qualquer pára-brisas
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="right">alugamos os dias<br />a um tempo ausente<br />e diante dos olhos fixos<br />ardem osgas translúcidas<br />nas paredes fugidas</p>
	<p align="right">pela nesga da porta<br />passa um mundo<br />distante como um insecto<br />que se irá esborrachar<br />em qualquer pára-brisas</p>
]]></content:encoded>
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		<title>1ª apresentação</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/07/23/p122/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 13:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
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		<description><![CDATA[	
	&nbsp;
	Já está marcada a primeira apresenta&ccedil;&atilde;o do ainda aqui este lugar.
	É dia 3 de Agosto, pelas 21h, na Feira do Livro de Faro no pavilh&atilde;o do Sulscrito.
	Aqui podem&nbsp;ficar a conhecer as outras apresenta&ccedil;&otilde;es e eventos que passar&atilde;o pelo pavilh&atilde;o sulscrito na&nbsp;Feira.
	Em Setembro&nbsp;haverá outra apresenta&ccedil;&atilde;o na livraria Pátio de Letras, assim que haja data&nbsp;saber&atilde;o.&nbsp;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img height="472" alt="" src="http://apedra.blogsome.com/images/capa_ainda_aqui_blog.jpg" width="298" border="0" /></p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>Já está marcada a primeira apresenta&ccedil;&atilde;o do <em>ainda aqui este lugar</em>.</p>
	<p>É dia 3 de Agosto, pelas 21h, na Feira do Livro de Faro no pavilh&atilde;o do Sulscrito.</p>
	<p><a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/07/21/sulscrito-na-feira-do-livro-de-faro-2/" target="_blank">Aqui</a> podem&nbsp;ficar a conhecer as outras apresenta&ccedil;&otilde;es e eventos que passar&atilde;o pelo pavilh&atilde;o sulscrito na&nbsp;Feira.</p>
	<p>Em Setembro&nbsp;haverá outra apresenta&ccedil;&atilde;o na livraria <em>Pátio de Letras</em>, assim que haja data&nbsp;saber&atilde;o.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>novo blog da nova livraria de Faro</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/07/16/novo-blog-da-nova-livraria-de-faro/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/07/16/novo-blog-da-nova-livraria-de-faro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
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		<description><![CDATA[	o meu local de trabalho já tem um blog: aqui

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>o meu local de trabalho já tem um blog: <a href="http://espacodememoria-patiodeletras.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>MAPA</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/06/26/mapa/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/06/26/mapa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 21:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/06/26/mapa/</guid>
		<description><![CDATA[	MAPA, de manuel a. domingos.
	N&atilde;o (se) percam.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://meianoitetododia.blogspot.com/2008/06/teaser_26.html" target="_blank">MAPA, de manuel a. domingos</a>.</p>
	<p>N&atilde;o (se) percam.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>já anda aí</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/06/20/ja-anda-ai/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/06/20/ja-anda-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 21:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/06/20/ja-anda-ai/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Já anda aí (aqui).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img height="472" alt="" src="http://apedra.blogsome.com/images/capa_ainda_aqui_blog.jpg" width="298" border="0" /></p>
	<p>Já anda aí (<a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/20/ja-saiu-o-primeiro/" target="_blank">aqui</a>).</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8230; e vocês aí</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/06/12/e-voces-ai/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/06/12/e-voces-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 22:38:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/06/12/e-voces-ai/</guid>
		<description><![CDATA[	o sangue já n&atilde;o cabegargalhada azeda
	círculos argolasa dimens&atilde;o extra do tubo
	m&atilde;os nas fonteso sangue já n&atilde;o cabe
	e o horizonte arde no álcoolda língua que se apronta
	ata ata ata ata os diaslambe as m&atilde;os se t&ecirc;m exterior
	madre pérola do meu fulgorvulva aberta e escarlate
	venha toda a terraque o tempo já fugiu
	canto agora o desamparopara dentro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>o sangue já n&atilde;o cabe<br />gargalhada azeda</p>
	<p>círculos argolas<br />a dimens&atilde;o extra do tubo</p>
	<p>m&atilde;os nas fontes<br />o sangue já n&atilde;o cabe</p>
	<p>e o horizonte arde no álcool<br />da língua que se apronta</p>
	<p>ata ata ata ata os dias<br />lambe as m&atilde;os se t&ecirc;m exterior</p>
	<p>madre pérola do meu fulgor<br />vulva aberta e escarlate</p>
	<p>venha toda a terra<br />que o tempo já fugiu</p>
	<p>canto agora o desamparo<br />para dentro da garrafa vazia</p>
	<p>e a solid&atilde;o é uma m&atilde;o cheia<br />que me afaga a barriga</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Editora 4águas</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 17:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Há uma nova editora no Algarve, a Editora 4águas.
	É um projecto editorial de poesia, coordenado pelo Vítor Cardeira e pelo Fernando Esteves Pinto.
	Promete ser independente, desalinhada e incisiva.
	O primeiro livro da 4águas sai no fim de Junho com o título ainda aqui este lugar e&nbsp;é,&nbsp;ao mesmo tempo,&nbsp;o meu primeiro livro.
	É&nbsp;um previlégio&nbsp;estrear-me com a editora, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify"><img height="268" alt="" src="http://apedra.blogsome.com/images/logo_blog.jpg" width="295" align="middle" border="0" /></p>
	<p align="justify">Há uma nova editora no Algarve, a <strong>Editora 4águas</strong>.</p>
	<p align="justify">É um projecto editorial de poesia, coordenado pelo <a href="http://quintacativa.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Vítor Cardeira</a> e pelo <a href="http://escritaiberica.weblog.com.pt/" target="_blank">Fernando Esteves Pinto</a>.</p>
	<p align="justify">Promete ser independente, desalinhada e incisiva.</p>
	<p align="justify">O primeiro livro da 4águas sai no fim de Junho com o título <em>ainda aqui este lugar</em> e&nbsp;é,&nbsp;ao mesmo tempo,&nbsp;o meu primeiro livro.</p>
	<p align="justify">É&nbsp;um previlégio&nbsp;estrear-me com a editora, um projecto de dois amigos a quem agrade&ccedil;o muito a oportunidade.</p>
	<p align="justify">Mais informa&ccedil;&otilde;es <a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/" target="_blank">aqui</a>.&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>pedaços 1</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/31/pedacos-1/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 May 2008 14:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>- de 200 (micros)</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/05/31/pedacos-1/</guid>
		<description><![CDATA[	- e lembraste-te disso quando?
	- é pá, prái&#8230; anteontem. Quer dizer, anteontem e depois ontem e voltei a lembrar-me hoje.
	- achas mesmo que as pessoas v&atilde;o gostar de ler excertos aleatórios de conversas?
	- e porque n&atilde;o?&nbsp;Toda a gente escuta excertos de conversas nos cafés, nos transportes, nas filas e salas de espera. Também devem gostar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>- e lembraste-te disso quando?</p>
	<p>- é pá, prái&#8230; anteontem. Quer dizer, anteontem e depois ontem e voltei a lembrar-me hoje.</p>
	<p>- achas mesmo que as pessoas v&atilde;o gostar de ler excertos aleatórios de conversas?</p>
	<p>- e porque n&atilde;o?&nbsp;Toda a gente escuta excertos de conversas nos cafés, nos transportes, nas filas e salas de espera. Também devem gostar de os ler, n&atilde;o?</p>
	<p>- n&atilde;o sei, acho que há melhores coisas para se fazer.</p>
	<p>- desde anteontem também pensei noutras coisas. Por exemplo&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>o que mais ser</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/29/o-que-mais-ser/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/05/29/o-que-mais-ser/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 May 2008 21:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/05/29/o-que-mais-ser/</guid>
		<description><![CDATA[	tenho as m&atilde;os abertaspelos espinhos de uma rosade uma carne incerta
	amanheci de sanguemuito aguado e negro
	deixei as marcas na parededo meu caminho
	e os passos foram esquecidospela derrocada da superfície
	demorado acordarlaranja intensa
	e as ruas vazias pela pressa
	procuro um ch&atilde;o lavradoonde pingar a ferida
	uma sombra acesaque me engula
	o que mais ser do queum ardor aflito de pés [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>tenho as m&atilde;os abertas<br />pelos espinhos de uma rosa<br />de uma carne incerta</p>
	<p>amanheci de sangue<br />muito aguado e negro</p>
	<p>deixei as marcas na parede<br />do meu caminho</p>
	<p>e os passos foram esquecidos<br />pela derrocada da superfície</p>
	<p>demorado acordar<br />laranja intensa</p>
	<p>e as ruas vazias pela pressa</p>
	<p>procuro um ch&atilde;o lavrado<br />onde pingar a ferida</p>
	<p>uma sombra acesa<br />que me engula</p>
	<p>o que mais ser do que<br />um ardor aflito de pés sem ch&atilde;o<br />um corpo trespassado<br />pelo arp&atilde;o de um tempo<br />para sempre por vir</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>faca</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/28/faca/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 21:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/05/28/faca/</guid>
		<description><![CDATA[	que faca é esta
	que cava o dia
	sem que no fundo
	lhe encontre qualquer subst&acirc;ncia?
	que tem como única
	utilidade
	o corte do nervo
	pela raíz de sua memória?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>que faca é esta</p>
	<p>que cava o dia</p>
	<p>sem que no fundo</p>
	<p>lhe encontre qualquer subst&acirc;ncia?</p>
	<p>que tem como única</p>
	<p>utilidade</p>
	<p>o corte do nervo</p>
	<p>pela raíz de sua memória?</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>o assassino</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/23/o-assassino/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 09:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>- de 200 (micros)</category>
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		<description><![CDATA[	Era o pico da tarde, se soprava alguma coisa era um bafo quente e lento pela planície seca e tórrida.A casa branca brilhava no topo de uma colina ofuscando quem tentasse olhar para ele sentado &agrave; curta sombra do beiral. Usava um chapéu de palha que lhe tapava a cara. Sentado num banco, encostado &agrave; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Era o pico da tarde, se soprava alguma coisa era um bafo quente e lento pela planície seca e tórrida.<br />A casa branca brilhava no topo de uma colina ofuscando quem tentasse olhar para ele sentado &agrave; curta sombra do beiral. Usava um chapéu de palha que lhe tapava a cara. Sentado num banco, encostado &agrave; parede, tinha como companhia uma garrafa de baga&ccedil;o e a carabina carregada.<br />N&atilde;o se moveu em toda a hora de calor, talvez esperasse o fresco do fim da tarde, n&atilde;o sei. Assim como n&atilde;o sei se pensava na sinistra tarefa que tinha a cumprir ou na planta&ccedil;&atilde;o que sofria ao sol.<br />Sei que ele tinha recebido dinheiro, e muito, para assassinar nessa tarde o governador daquelas terras.<br />Esperava contar-vos a história de um impiedoso assassino, mas acabo por vos descrever um natureza morta.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>o dealer</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/16/o-dealer/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/05/16/o-dealer/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 10:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>- de 200 (micros)</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/05/16/o-dealer/</guid>
		<description><![CDATA[	Usava óculos escuros, um par novo cada semana, da moda. Usava fato, gravata, italianos. O cabelo brilhava do gel.Era respeitado pelos vizinhos, desde as velhinhas do rés-do-ch&atilde;o &agrave;s miúdas que coravam perante ele. Os homens invejavam-no pelos seus pertences, pelo estilo que passeava, pelas mulheres que o acompanhavam. Era um tipo frio, de poucas falas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Usava óculos escuros, um par novo cada semana, da moda. Usava fato, gravata, italianos. O cabelo brilhava do gel.<br />Era respeitado pelos vizinhos, desde as velhinhas do rés-do-ch&atilde;o &agrave;s miúdas que coravam perante ele. Os homens invejavam-no pelos seus pertences, pelo estilo que passeava, pelas mulheres que o acompanhavam. Era um tipo frio, de poucas falas mas cort&ecirc;s.<br />O seu negócio prosperava. Comia fora, tinha carro de luxo, passava férias em resorts e comprava todas as novidades de conforto e entretenimento sem empréstimos.<br />Ele sabia que a sua actividade já acabara com a felicidade de muitos indivíduos e famílias. Isso fazia-o sentir desprezo por si próprio disfar&ccedil;ado de forma infalível. A sua frieza era um escudo para nunca descair no pedido de desculpas que sentia dever a toda a gente.<br />Sabia que aqueles que o admiravam seriam vítimas da sua rede implacável. Se n&atilde;o fosse ele a aliciá-los seria um concorrente seu.<br />Ele n&atilde;o produzia a mercadoria, apenas a distribuía. Defendia-se assim. Isto n&atilde;o era um dilema para ele, apenas, talvez, o princípio do que seria uma sua marca indelével na consci&ecirc;ncia.<br />Ele era o responsável de marketing do departamento de empréstimos de um grande e prestigiado banco.</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>rapaz areia (17) e epílogo</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/14/rapaz-areia-17-e-epilogo/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/05/14/rapaz-areia-17-e-epilogo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 22:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/05/14/rapaz-areia-17-e-epilogo/</guid>
		<description><![CDATA[	esmurro a areiaincomoda-me faz&ecirc;-lo mas
	n&atilde;o
	aguento o mar todo a vireu estou sónuma mente-luzesta ilha
	n&atilde;o
	trabalho dos dentes nos dedos
	n&atilde;o
	há quem me decida por mimou por aquilo que eu decidiria se decidisseengulo-me areia em areia
	n&atilde;o
	sim
	serei o que queres que sejatu n&atilde;o
	&nbsp;
	*
	Existiu em tempos uma ilha ao largo da costa do Algarve em tudo semelhante &agrave;s que ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>esmurro a areia<br />incomoda-me faz&ecirc;-lo mas</p>
	<p>n&atilde;o</p>
	<p>aguento o mar todo a vir<br />eu estou só<br />numa mente-luz<br />esta ilha</p>
	<p>n&atilde;o</p>
	<p>trabalho dos dentes nos dedos</p>
	<p>n&atilde;o</p>
	<p>há quem me decida por mim<br />ou por aquilo que eu decidiria se decidisse<br />engulo-me areia em areia</p>
	<p>n&atilde;o</p>
	<p>sim</p>
	<p>serei o que queres que seja<br />tu n&atilde;o</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>*</p>
	<p align="justify"><em>Existiu em tempos uma ilha ao largo da costa do Algarve em tudo semelhante &agrave;s que ainda hoje insistem em proteger esta ria que me fascina. Uma ilha extensa, toda de areia branca que evaporava e ruía &agrave; for&ccedil;a das marés, dos ventos e do sol. Esta ilha, agora impalpável e improvável, naufragou sem deixar pistas. Toda ela areia e alguns barracos de madeira, os quais o mar tratou de lhes dar outros usos, e os barcos de quem lá os teve engolidos pelo tempo e pelas entranhas negras desta ria que os sustentou.<br /></em></p>
	<p align="justify"><em>N&atilde;o seriam nenhumas as provas da exist&ecirc;ncia desta areia elevada do mar e da sua pequena povoa&ccedil;&atilde;o de pescadores se um evento extraordinário n&atilde;o me tivesse ocorrido. Ainda assim, as provas dessa exist&ecirc;ncia deixar&atilde;o dúvidas a quem quiser prová-lo topograficamente ou por outros meios físicos que nos servem de verdade. A minha certeza n&atilde;o vos chegará, com certeza, mas o que vos apresento nesta publica&ccedil;&atilde;o deixar-vos-á no mínimo inseguros em rela&ccedil;&atilde;o a um nada que outrora foi.</em></p>
	<p align="justify">Ficou aqui a minha escolha de um conjunto mais vasto de textos desse caderno que encontrei debaixo das águas ao largo da extinta ilha de Santa Lúcida.<br />Espero que tenha sido - ou que seja, para quem n&atilde;o foi seguindo - uma leitura interessante.<br /><strong>Este conjunto inédito de textos continuará acessível </strong><a href="http://apedra.blogsome.com/category/rapaz%20areia" target="_blank"><strong>aqui</strong></a><strong>&nbsp;</strong>(ou na coluna direita na categoria rapaz areia).</p>
	<p>Pedro Afonso, o achador do caderno submerso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>rapaz areia (16)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/13/rapaz-areia-16/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 10:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
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		<description><![CDATA[	velhos pensamentossurgem novoscom a primavera insinuante
	os dias calmos e mornosdeitados na encosta da dunaest&atilde;o próximos
	o que nascerá desta vez?
	algo de novo seria n&atilde;o nascer nadaou a mentira que come&ccedil;o a vislumbrarcair e ser levadapelo mar lápara de onde vem
	é que os passos na areiaque ficam para tráseu n&atilde;o sei se continuam
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>velhos pensamentos<br />surgem novos<br />com a primavera insinuante</p>
	<p>os dias calmos e mornos<br />deitados na encosta da duna<br />est&atilde;o próximos</p>
	<p>o que nascerá desta vez?</p>
	<p>algo de novo seria <br />n&atilde;o nascer nada<br />ou a mentira <br />que come&ccedil;o a vislumbrar<br />cair e ser levada<br />pelo mar <br />lá<br />para de onde vem</p>
	<p>é que os passos na areia<br />que ficam para trás<br />eu n&atilde;o sei se continuam</p>
]]></content:encoded>
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		<title>rapaz areia (15)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/08/rapaz-areia-15/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 08:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
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		<description><![CDATA[	meu pai sentadotecendo a redeterá sempre buracoscreio
	minha m&atilde;e escorre pelo cenárioa luz n&atilde;o é transparente
	a rede crescemantém buracosquase só
	as m&atilde;os ásperaspalavras
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>meu pai sentado<br />tecendo a rede<br />terá sempre buracos<br />creio</p>
	<p>minha m&atilde;e escorre pelo cenário<br />a luz n&atilde;o é transparente</p>
	<p>a rede cresce<br />mantém buracos<br />quase só</p>
	<p>as m&atilde;os ásperas<br />palavras</p>
]]></content:encoded>
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		<title>rapaz areia (14)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/05/04/rapaz-areia-14/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 May 2008 20:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
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		<description><![CDATA[	chove lá ao fundo?ou é luz que escorrepelo cenáriopermitindo-me ver o que nunca lá estará?
	penso por vezeshojeque dia é este
	nada parece por vezesestar verdadeiramente aqui
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			<content:encoded><![CDATA[	<p>chove lá ao fundo?<br />ou é luz que escorre<br />pelo cenário<br />permitindo-me ver <br />o que nunca lá estará?</p>
	<p>penso por vezes<br />hoje<br />que dia é este</p>
	<p>nada parece por vezes<br />estar verdadeiramente aqui</p>
]]></content:encoded>
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		<title>brusca interrupção breve</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/04/30/brusca-interrupcao-breve/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 12:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>rascunhos</category>
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		<description><![CDATA[	fa&ccedil;o&nbsp;com este post&nbsp;uma brusca, mas breve,&nbsp;interrup&ccedil;&atilde;o na publica&ccedil;&atilde;o do rapaz areia apenas para anunciar que publiquei outro conjunto de textos inéditos no site TriploV.
	O TriploV&nbsp;é uma biblioteca on-line&nbsp;na qual&nbsp;se pode encontrar muitos textos de muitos autores portugueses e estrangeiros. Há por lá ensaio, poesia, ci&ecirc;ncia, etc.. É tudo para leitura e consulta gratuíta, inclusivé alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>fa&ccedil;o&nbsp;com este post&nbsp;uma brusca, mas breve,&nbsp;interrup&ccedil;&atilde;o na publica&ccedil;&atilde;o do <em><font color="#0000ff">rapaz areia</font></em> apenas para anunciar que publiquei outro conjunto de textos inéditos no site <a href="http://www.triplov.com/" target="_blank">TriploV</a>.</p>
	<p>O TriploV&nbsp;é uma biblioteca on-line&nbsp;na qual&nbsp;se pode encontrar muitos textos de muitos autores portugueses e estrangeiros. Há por lá ensaio, poesia, ci&ecirc;ncia, etc.. É tudo para leitura e consulta gratuíta, inclusivé alguns livros.</p>
	<p>o conjunto de textos que lá publiquei intitula-se <em><font color="#cc0000">Boca Brusca</font></em> e pode ser acedido <a href="http://www.triplov.com/poesia/Pedro-Afonso/Boca-Brusca/index.html" target="_blank">aqui</a>.&nbsp;A minha página no TriploV é <a href="http://www.triplov.com/poesia/Pedro-Afonso/index.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
	<p>em breve continuará o <em><font color="#0000ff">rapaz areia</font></em>.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>rapaz areia (13)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/04/28/rapaz-areia-13/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/04/28/rapaz-areia-13/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 20:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
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		<description><![CDATA[	(eu quase que sei que sou uma sombra que existe alguém em quem a luz me faz)
	e caminho todo o dia roendo as unhasaté esta estrela cair-me do mar
	o laranja vivo na areiacinco raios de corpo-luz
	sei que n&atilde;o lhe posso tocarfará os meus diasvirá com a onda e com ela tornarádia-de-mar
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>(eu quase que sei que sou uma sombra <br />que existe alguém em quem a luz me faz)</p>
	<p>e caminho todo o dia roendo as unhas<br />até esta estrela cair-me do mar</p>
	<p>o laranja vivo na areia<br />cinco raios de corpo-luz</p>
	<p>sei que n&atilde;o lhe posso tocar<br />fará os meus dias<br />virá com a onda e com ela tornará<br />dia-de-mar</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>rapaz areia (12)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/04/27/rapaz-areia-12/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 12:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
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		<description><![CDATA[	dois paus
	na encosta da duna ao lado de minha casaprovavelmente trazidos de Áfricapela onda desta praia
	encontram-senuma aus&ecirc;ncia sua e calmacruzados por cordas de barco
	vejo-a da janela aberta do meu quarto fazer sombramuito compridanum doce luar inteiro
	sempre me incomodou ver sair da areiasem que a movaa imagem cinzulenta e ba&ccedil;a de um corpo que se encostasem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>dois paus</p>
	<p>na encosta da duna ao lado de minha casa<br />provavelmente trazidos de África<br />pela onda desta praia</p>
	<p>encontram-se<br />numa aus&ecirc;ncia sua e calma<br />cruzados por cordas de barco</p>
	<p>vejo-a da janela aberta do meu quarto fazer sombra<br />muito comprida<br />num doce luar inteiro</p>
	<p>sempre me incomodou ver sair da areia<br />sem que a mova<br />a imagem cinzulenta e ba&ccedil;a de um corpo que se encosta<br />sem peso<br />&agrave; cruz</p>
	<p>sempre me fez querer fechar a janela<br />mas chama-me com um silencioso assobio de vento<br />os olhos para a duna</p>
	<p>n&atilde;o reconhe&ccedil;o nada nessa imagem<br />mas sei<br />por palavras que soam desde inf&acirc;ncia<br />que é meu irm&atilde;o<br />morto nos bra&ccedil;os de meu pai<br />esmagado entre dois barcos<br />no ano em que nasci</p>
	<p>nunca se afasta da cruz<br />que eu saiba mais ninguém o v&ecirc;<br />nem os c&atilde;es ladram<br />apenas me olham o espanto que eu sei dar a sentir</p>
	<p>olha-me fixamente e<br />como que se descesse degraus para dentro<br />desaparece na duna</p>
	<p>eu sinto muito sono<br />e como se um pesadelo me chamasse<br />durmo</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>rapaz areia (11)</title>
		<link>http://apedra.blogsome.com/2008/04/23/rapaz-areia-11/</link>
		<comments>http://apedra.blogsome.com/2008/04/23/rapaz-areia-11/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 10:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>apedra</dc:creator>
		
	<category>Rapaz Areia</category>
		<guid>http://apedra.blogsome.com/2008/04/23/rapaz-areia-11/</guid>
		<description><![CDATA[	passos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; passos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; passosque desaparecem na areada água desta ondanesta praia só há uma ondacomo pessoasvai volta e parece vária 
	passosna duna demoram pouco no ch&atilde;oobservo-osenquanto ficam estou aqui
	se n&atilde;o o maro nevoeiro apaga-me
	areia lisa
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>passos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; passos&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; passos<br />que desaparecem na areada água desta onda<br />nesta praia só há uma onda<br />como pessoas<br />vai volta e parece vária </p>
	<p>passos<br />na duna demoram pouco no ch&atilde;o<br />observo-os<br />enquanto ficam estou aqui</p>
	<p>se n&atilde;o o mar<br />o nevoeiro apaga-me</p>
	<p>areia lisa</p>
]]></content:encoded>
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